Saudades da Indy 90: dez pinturas icônicas daquela década

Vídeo do Grande Prêmio que mata as saudades da Fórmula Indy dos anos 1990, relembrando esta década com dez pinturas de carros icônicas que marcaram aqueles tempos e ajudam a contar a história de uma categoria em seu auge criativo.

Adicionado a 30 de janeiro de 2026 Valewson Vídeos, Automobilismo Descrição completa

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Este vídeo do Grande Prêmio, canal onde foi publicado originalmente a 7 de setembro de 2020, o jornalista Fernando Silva mata as saudades da Fórmula Indy dos anos 1990, relembrando esta década da categoria ao listar e comentar dez pinturas de carros icônicas que marcaram aqueles tempos. Sem ordem hierárquica ou cronológica rígida, trata-se de um exercício assumidamente nostálgico que explica por que aquelas temporadas ainda permanecem firme na memória de quem acompanhou a Indy.

O contexto não é irrelevante. Gravado em meio à paralisação do esporte a motor durante a Peste Chinesa, o vídeo se insere nessa onda de retorno ao passado que tomou conta das transmissões esportivas naquele período. Mas, no caso da Indy, a nostalgia encontra terreno fértil: os anos 1990 reuniram variedade técnica, identidade visual forte e uma presença marcante do Brasil, tanto dentro quanto fora das pistas.

A Indy dos anos 1990 como terreno fértil para identidade visual

Fernando lembra que, ao contrário da Fórmula 1, a Indy sempre operou com um modelo técnico mais padronizado — e ainda mais diverso nos anos 1990, quando havia múltiplos fabricantes de chassi, diferentes motores e pneus, o que criava não apenas variações mecânicas, mas também carros visualmente distintos.

Esse ecossistema favorecia pinturas ousadas e facilmente reconhecíveis. Em uma época anterior à pasteurização visual causada por regulamentos mais rígidos, cada bólido carregava personalidade própria, algo que saltava aos olhos mesmo para quem assistia às corridas pela televisão.

McDonald’s e Tony Kanaan em Michigan 1999

Entre as pinturas mais lembradas está o carro da Equipe Green patrocinado pelo McDonald’s, pilotado por Tony Kanaan em 1999, no qual o brasileiro conquistou sua primeira vitória na Indy, nas 500 Milhas de Michigan, corrida marcada por uma das narrações mais emblemáticas da TV brasileira.

O layout vermelho e amarelo, associado ao motor Honda, tornou-se instantaneamente memorável, tanto pelo resultado quanto pelo impacto visual. Para Fernando, é uma presença praticamente obrigatória em qualquer lista do período.

Brahma, Raul Boesel e o peso do marketing brasileiro

Outro destaque é o carro patrocinado pela Brahma, primeiro na equipe Green e depois na PacWest, com Raul Boesel. O uso do número 1, explorado como slogan publicitário, é lembrado como um exemplo claro de como o marketing brasileiro encontrou espaço na Indy dos anos 1990.

Fernando observa que aquela foi uma época em que empresas brasileiras marcaram presença constante na categoria, impulsionadas por transmissões fortes no Brasil e por uma geração numerosa de pilotos nacionais no grid.

Duracell e a identidade visual de Raul Boesel

Antes da Brahma, Raul Boesel também se destacou com o carro patrocinado pela Duracell, em uma combinação de amarelo e preto que chamava atenção mesmo em meio a outros layouts fortes da época. Fernando destaca que, visualmente, esse conjunto lhe parecia até mais marcante do que outras pinturas contemporâneas mais famosas.

É um bom exemplo de como algumas identidades visuais permanecem na memória não apenas pelos resultados, mas pela harmonia estética do conjunto.

Marlboro: um padrão que atravessou categorias

Ao falar dos anos 1990, Fernando considera impossível ignorar os carros patrocinados pela Marlboro, onde, assim como na Fórmula 1, o layout inspirado nas caixas de cigarro se consolidou na Indy por muitos anos, passando por nomes como Al Unser Jr., Emerson Fittipaldi, Gil de Ferran (1967-2024) e Hélio Castroneves.

A longevidade dessa pintura, antes da proibição da publicidade de cigarros nos Estados Unidos e no Canadá, garantiu-lhe um lugar definitivo na iconografia da categoria.

Target, Ganassi e a era Zanardi–Montoya

Outro símbolo incontornável da década é o carro da Chip Ganassi Racing patrocinado pela Target, layout vermelho associado diretamente por Fernando associa diretamente aos detalhes amarelos aos títulos e à fase dominante da equipe, especialmente com Alessandro Zanardi e, depois, Juan Pablo Montoya.

Mais do que um carro vencedor, tornou-se um dos visuais mais imediatamente reconhecíveis da Indy moderna.

Duas pinturas, uma equipe: Newman/Haas em 1996

A Newman/Haas também entra na lista, especialmente pelo contraste entre os layouts usados em 1996: enquanto Michael Andretti guiava um carro predominantemente preto, Christian Fittipaldi competia com um layout vermelho patrocinado pela Budget.

Fernando destaca que ambos eram elegantes e bem resolvidos visualmente, reforçando a sofisticação estética da equipe naquele período.

Kool, Hollywood e Tecate: diversidade de estilos

A lista segue com o carro patrocinado pela Kool, da equipe Green, pilotado por Paul Tracy e Dario Franchitti, lembrado pela combinação de branco, verde e dourado, que ganhava ainda mais impacto nos carros da época, com asas menores e linhas mais “limpas”.

Também aparecem os carros da Hollywood, associados principalmente a Maurício Gugelmin, e o layout da Tecate, com Adrian Fernández, que explorava fortemente as cores da bandeira mexicana e se destacava com facilidade nas transmissões.

Players, Greg Moore e um símbolo de uma era

Encerrando a lista, Fernando aponta o bólido patrocinado pela Players como, em sua visão pessoal, o mais bonito da Indy nos anos 1990. Associado principalmente a Greg Moore, o carro número 99 da Forsythe Racing combinava um layout marcante com um piloto que simbolizava o futuro da categoria.

A lembrança carrega também um peso emocional, já que a carreira de Moore foi interrompida tragicamente no fim de 1999. Ainda assim, o carro permanece como um dos ícones visuais mais fortes da história da Indy.

Mais do que estética, memória coletiva

Ao final, Fernando deixa claro que listas como essa nunca são definitivas, pois sempre haverá pinturas esquecidas, preferências pessoais e disputas de memória. Mas é justamente nesse exercício que reside o valor da nostalgia: revisitar uma época em que a Indy combinava variedade técnica, identidade visual forte e uma conexão especial com o público brasileiro.

Estas pinturas dos anos 1990 não apenas bonitas, pois também ajudam a contar a história de uma categoria em seu auge criativo — e explicam por que, décadas depois, ainda despertam tanta saudade. E você? Qual pintura da Indy você mais gosta? Lembra de alguma outra emblemática dos anos 1990? Compartilhe suas ideias conosco nos comentários.

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