Todas as versões de Conan, o Bárbaro
Vídeo do Coleção em Ação Show que apresenta todas as versões de Conan, o Bárbaro que, ao longo de quase um século, transitou pelos livros, quadrinhos, cinema, televisão e até desenhos animados destinados às crianças.
Adicionado a 4 de janeiro de 2026 Valewson Vídeos Descrição completaDescrição completa
Neste vídeo do Coleção em Ação Show, canal onde foi publicado originalmente em 21 de novembro de 2021, Teily Fábio apresenta todas as versões de Conan, o Bárbaro que, ao longo de quase um século, transitou pelos livros, quadrinhos, cinema, televisão e até desenhos animados destinados às crianças.
A proposta do vídeo não é apenas revisitar o Conan mais conhecido — brutal, violento e trágico —, mas justamente explorar suas adaptações mais improváveis, aquelas pensadas para públicos mais amplos, jovens ou até infantis, o que resulta numa viagem nostálgica e informativa que revela como um ícone da sword and sorcery foi constantemente moldado para se adequar a diferentes épocas e formatos.
Criado pelo escritor americano Robert E. Howard (1906–1936), Conan — também chamado de Conan, o Cimério, ou ainda conhecido como o Gigante de Bronze, dentre outras alcunhas — surgiu em 1932, nas páginas da revista Weird Tales, uma das grandes vitrines da ficção pulp nos Estados Unidos. Depois, foi para tantas outras formas de mídia, como as que vamos visitar aqui.
Robert E. Howard e o nascimento da Era Hiboriana
Teily relembra que Conan apareceu pela primeira vez no conto “A Fênix na Espada”, já inserido em um universo próprio: a Era Hiboriana, um passado totalmente fictício, concebido por Howard para servir de pano de fundo às suas histórias de espada e feitiçaria.
Apesar de sua vida curta, Howard escreveu 18 histórias de Conan, além de outros textos publicados postumamente após sua morte, em 1936. Vale sempre dizer que Conan fazia parte de um conjunto maior de criações do autor, que também deu origem a figuras como Red Sonja e Kull de Atlântida.
A força desse universo foi tamanha que, mesmo após a morte do autor, Conan continuou vivo nas mãos de outros escritores, tornando-se cada vez mais popular entre leitores e editores ao longo das décadas seguintes.
A consolidação nos quadrinhos pela Marvel Comics
Nos anos 1970, Conan alcançou um novo patamar de popularidade quando a Marvel Comics adquiriu os direitos do personagem, que foi quando surgiram então títulos marcantes como Conan, o Bárbaro e A Espada Selvagem de Conan, ambos roteirizados principalmente por Roy Thomas.
Nas ilustrações, nomes como Barry Windsor-Smith e John Buscema foram fundamentais para consolidar visualmente o personagem, criando a imagem que, para muitos fãs, se tornou definitiva. Essa fase foi essencial para transformar Conan em um ícone da cultura pop, expandindo seu alcance muito além do público leitor de pulp fiction.
O Conan do cinema e o impacto de Arnold Schwarzenegger
Em 1982, Conan chegou ao cinema em Conan, o Bárbaro, dirigido por John Milius e estrelado por Arnold Schwarzenegger, filme que apresentou ao grande público uma versão épica e trágica do personagem: um guerreiro escravizado na infância, cuja jornada é movida por vingança contra o senhor da guerra responsável pela morte de seus pais e pelo massacre de seu povo.
Dois anos depois veio Conan, o Destruidor (1984), que apostou mais fortemente na feitiçaria e em um tom levemente mais aventureiro e menos brutal. Embora não tenha alcançado o mesmo impacto do primeiro filme, tornou-se com o tempo um título querido pelos fãs, típico do cinema de ação e fantasia dos anos 1980.
O vídeo também relembra os planos frustrados para um terceiro filme, no qual Conan apareceria como rei — projeto que acabou não saindo do papel, apesar de ter elementos baseados em contos tardios de Howard, como A Hora do Dragão. Teve também aquele Conan, o Bárbaro zeroula de 2011, com o
Quando Conan virou desenho animado
Talvez a parte mais curiosa do vídeo seja a dedicada às versões animadas de Conan, pensadas para o público infantil nos anos 1990.
A primeira delas, lançada em 1992, foi Conan, o Bárbaro, animação exibida no Brasil durante a era da TV Colosso, onde o personagem foi altamente suavizado: nada de decapitações ou massacres. Conan empunha uma espada de metal estelar e derrota inimigos banindo-os para outras dimensões, em uma estrutura que lembra bastante He-Man e os Mestres do Universo, só que ambientado num mundo de fantasia medieval.
A série teve 65 episódios, uma linha de brinquedos e fez relativo sucesso nos Estados Unidos, apesar do evidente distanciamento do espírito original criado por Robert E. Howard.
Em 1994, surgiu uma continuação direta: Conan e os Jovens Guerreiros, onde o cimério assume quase um papel de mentor para três jovens destinados a proteger a Era Hiboriana. Esta animação durou apenas 13 episódios e acabou rapidamente esquecida.
Conan na televisão: a tentativa dos anos 1990
Com o sucesso de séries como Hércules e Xena, Conan também ganhou uma adaptação em live-action para a TV na forma de Conan, o Aventureiro, que estreou em 1997, estrelada pelo fisiculturista alemão Ralf Moeller.
Apesar de um visual até adequado, a série sofreu com baixo orçamento, coreografias fracas e a inevitável comparação com Schwarzenegger. Mesmo tentando adaptar contos clássicos, como A Torre do Elefante, a produção não emplacou e foi cancelada após 22 episódios.
No Brasil, muitos episódios sequer chegaram a ser exibidos integralmente.
Um personagem moldado pelo tempo
Ao final, o vídeo sugere que, do bárbaro brutal das revistas pulp ao herói domesticado dos desenhos animados, Conan sobreviveu porque soube se adaptar, com cada versão refletindo o publico e o contexto cultural de sua época.
Mesmo quando essas adaptações parecem estranhas ou descaracterizadas, ajudam a explicar por que Conan continua relevante quase cem anos depois de sua criação. Poucos personagens conseguiram transitar com tanta liberdade — e contradição — entre mídias, gêneros e gerações.
Conan pode ter muitas faces, mas todas elas carregam, de alguma forma, a marca de um dos maiores ícones da fantasia heroica.
Mais informações e cultura pop
Visão geral
- Duração: 19:13
- Categoria(s): Vídeos
- Canal: Coleção em Ação Show
- Marcador(es): Arnold Schwarzenegger, Bárbaros, Cultura pop, Curiosidades, Marvel, Nostalgia
- Postado por: Valewson

