Coleção em Ação Show - Tudo sobre a Super Máquina
Viagem nostálgica do Coleção em Ação Show com tudo sobre a Super Máquina, um do seriados mais emblemáticos de todos os tempos, abordando também suas continuações, spin offs, quadrinhos, brinquedos, games e muito mais!
Adicionado a 13 de fevereiro de 2026 Valewson Vídeos Descrição completaDescrição completa
Temos aqui uma viagem nostálgica trazida pelo Coleção em Ação Show que conta tudo sobre a Super Máquina, ou Knight Rider, um do seriados mais emblemáticos de todos os tempos. No vídeo, publicado originalmente neste canal a 4 de outubro de 2020, Teily Fábio relembra este clássico, abordando também suas continuações, spin offs, quadrinhos, brinquedos, games e muito mais.
Mais do que um carro tecnológico, Super Máquina virou símbolo de uma década obcecada por velocidade, veículos extraordinários, tecnologia e heróis intrépidos e bons de briga. E é uma boa parte disso o que temos aqui!
O conceito tecnológico criado por Glen Larson
Lançada em 26 de setembro de 1982, a série foi criada por Glen A. Larson, produtor conhecido por transformar conceitos simples em fenômenos televisivos, com a premissa de um homem dado como morto assume nova identidade para combater o crime, auxiliado por um carro com inteligência artificial.
Esse homem era Michael Knight, interpretado por David Hasselhoff, enquanto o carro era um Pontiac Trans Am preto praticamente indestrutível. O veículo, batizado de KITT (Knight Industries Two Thousand), reunia tudo que a ficção tecnológica otimista dos anos 80 poderia oferecer: blindagem especial, turbo boost, armamentos e um sistema de voz sarcástico que roubava a cena.
A combinação de herói carismático e máquina inteligente bastava para sustentar o apelo da série. As histórias, embora geralmente competentes e envolventes, funcionavam como estrutura, pois o verdadeiro espetáculo estava na dinâmica entre homem e tecnologia.
O embate com KARR e a construção do vilão mecânico
Entre os elementos mais marcantes da série está KARR (Knight Automated Roving Robot), protótipo instável que antecedeu KITT e acabou ficando maléfico. A rivalidade entre os dois veículos elevou o conflito para além do humano, criando um embate tecnológico raro para a televisão da época.
Esse confronto reforça um ponto central: Super Máquina não era apenas ação policial, mas ficção científica leve, acessível e visualmente marcante, trazendo a ideia de uma inteligência artificial com personalidade própria, antecipando discussões que só se tornariam comuns décadas depois.
A chegada ao Brasil e o duelo entre emissoras
No Brasil, a série estreou em 1983, quando foi inicialmente exibida pela Record, mas migrando depois para o SBT, onde consolidou enorme popularidade. A dublagem, realizada pela Herbert Richers, ajudou a fixar personagens e bordões no imaginário do público com a qualidade excelente que havia aqui no Brasil naqueles tempos.
Aliás, aqui vale ressaltar o elenco de voz principal da Super Máquina: Júlio Chaves deu voz a Michael Knight, enquanto Isaac Bardavid (depois substituído por André Filho) marcou época como o KITT. José Santa Cruz trouxe autoridade a Devon Miles, Fátima Mourão e Ângela Bonatti se revezaram como Bonnie, Vera Miranda interpretou April, e Nizo Neto completou a equipe como o irreverente RC3.
Enfim, a força do seriado foi tamanha que ele competiu diretamente com produções exibidas pela Rede Globo, mostrando que o apelo da tecnologia, do carro futurista e do herói solitário ultrapassava barreiras culturais.
Continuações, reboots e tentativas de atualização
O sucesso gerou derivados e continuações. Entre eles:
- Knight Rider 2000 (Super Máquina 2000), telefilme ambientado no então “futuro” ano 2000, que mostra o retorno de Michael Knight e KITT em um cenário onde armas foram banidas e criminosos são criogenicamente congelados. Iria servir como piloto para uma nova fase da franquia, mas devido a uma série de problemas, deu ruim.
- Knight Rider 2010, tentativa pouco conectada ao universo original, com clima mais distópico.
- Team Knight Rider, série com equipe múltipla de veículos.
- Knight Rider, reboot que apresentou um novo KITT em forma de Mustang Shelby e o filho do Knight, Michael Traceur.
Nenhuma dessas versões alcançou o impacto cultural da produção original. O filme ainda vale pela nostalgia e curiosidade, mas, no resto, nem isto. Faltava o equilíbrio específico entre carisma, simplicidade narrativa e estética oitentista que marcou a fase clássica — aquela combinação precisa entre herói solitário e máquina inteligente que definiu a identidade da franquia.
O impacto nos brinquedos e na cultura pop
Nos anos 80, sucesso televisivo significava expansão para outras mídias, e a Super Máquina ganhou brinquedos, carros em miniatura, controle remoto, álbuns de figurinhas e jogos eletrônicos. Aqui, quem trouxe muito o seriado aos brinquedos foi a nossa Glasslite, naquela linha Heróis da TV, onde os bonequinhos eram praticamente do mesmo tamanho dos Comandos em Ação.
Nos videogames, houve versões para computadores domésticos e consoles como o Knight Rider e adaptações posteriores para plataformas dos anos 2000. Ainda que nem todos os jogos fossem memoráveis, o simples fato de existirem reforça o alcance da marca. Afinal, o carro com luz vermelha pulsando na dianteira virou ícone visual imediato, sendo impossível falar de cultura pop oitentista sem mencionar aquela silhueta preta cortando a noite.
O legado duradouro da Super Máquina
Super Máquina durou quatro temporadas e 90 episódios, mas seu impacto ultrapassou a exibição original, pois a série capturou o espírito de uma época em que tecnologia era promessa de heroísmo e o futuro parecia tangível.
Hoje, revisitar Knight Rider não é apenas um exercício de nostalgia, mas também reencontrar um momento específico da cultura pop em que um carro podia ser mais que um veículo — podia ser amigo, consciência e símbolo de uma geração.
E talvez seja justamente isso que mantém a Super Máquina acelerando na memória coletiva: o símbolo de um tempo em que bastavam quatro rodas, uma voz eletrônica e um jovem solitário em uma cruzada para defender as causas dos inocentes, dos desamparados, dos fracos e oprimidos, em um mundo de criminosos que se sobrepõem à lei.
Pra fechar, se você também viveu essa fase ou descobriu a série depois, deixe seu comentário contando sua lembrança favorita, compartilhe o post com outros fãs da Super Máquina e ajude a manter viva essa memória que marcou os anos 80!
VaLeW!
Informações e conteúdo relacionado
Visão geral
- Duração: 19:42
- Categoria(s): Vídeos
- Canal: Coleção em Ação Show
- Marcador(es): Brinquedos, Carros, Cultura pop, Curiosidades, Knight Rider, Nostalgia, Série de TV, Televisão
- Postado por: Valewson

