A história de Alain Prost, o Professor [Lendas do Automobilismo #11]

No 11º episódio da série Lendas do Automobilismo, Reginaldo Leme detalha a história de Alain Prost, o Professor, o incrível tetracampeão francês de Fórmula 1 considerado um dos maiores, se não o maior, de todos os tempos.

Adicionado a 12 de fevereiro de 2026 Valewson Vídeos, Automobilismo Descrição completa

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Neste vídeo, 11º episódio da sua série Lendas do Automobilismo, o mestre Reginaldo Leme detalha a história de Alain Prost, o Professor, o incrível tetracampeão francês de Fórmula 1 considerado um dos maiores, se não o maior, segundo muitos, de todos os tempos.

A exposição, originalmente publicada em 14 de outubro de 2022 no canal do Regi, conta como o francês, que ficou marcado como um dos grandes adversários de Ayrton Senna, com quem travou grandes batalhas, foi um dos principais nomes da categoria por muitos anos, durante as emblemáticas décadas de 80 e 90.

Através desta verdadeira aula, que não se limita às estatísticas e é recheada de curiosidades e fatos históricos, Reginaldo Leme explica como Prost deixou uma marca indelével na Fórmula 1, tanto na época de piloto, defendendo escuderias icônicas, como McLaren, Renault, Ferrari e Williams, como após a carreira, sendo dono de equipe, consultor de escuderias e muito mais.

O apelido “Professor” e a inteligência como arma

O apelido dado pelos técnicos da Michelin não era folclore: Alain Prost ficou conhecido como “Professor” pela maneira como administrava pneus, freios e consumo de combustível ao longo das corridas.

Enquanto muitos buscavam a volta mais rápida a qualquer custo, Prost construía vitórias com cálculo. Sabia preservar equipamento, controlar ritmo e minimizar riscos, o que lhe rendeu simplesmente quatro títulos mundiais (1985, 1986, 1989 e 1993) e o recorde histórico de vitórias na Fórmula 1 por quase 15 anos. De fato, essa pilotagem cerebral se tornou a marca registrada do francês — e também um contraste direto com estilos mais agressivos da época.

De jovem impetuoso a estrategista moldado por Niki Lauda

Curiosamente, o Prost metódico não surgiu pronto, o que podemos ver no início de sua carreira na McLaren, em 1980, quando acumulou acidentes e lesões, pois ainda não havia desenvolvido o estilo que o tornaria lendário. A virada veio ao dividir equipe com Niki Lauda em 1984. Foi ali que Prost aprendeu a importância do gerenciamento de risco. Lauda não precisava andar no limite o tempo todo; era preciso ser rápido, mas sustentável.

O aprendizado custou caro: perdeu o título de 1984 para Lauda por apenas meio ponto — consequência direta da pontuação reduzida no GP de Mônaco, interrompido sob chuva. Mas aquela derrota foi decisiva para sua maturidade, visto que, em 1985, tornou-se o primeiro francês campeão mundial de Fórmula 1.

A rivalidade com Senna e o rótulo de vilão

Se há algo inseparável da história de Alain Prost é sua rivalidade com Ayrton Senna. Na McLaren-Honda, entre 1988 e 1989, a dupla protagonizou uma das temporadas mais dominantes da história — 15 vitórias em 16 corridas, uma convivência que entretanto desmoronou rapidamente. O conflito explodiu em Suzuka, 1989, com o toque entre os dois que decidiu o campeonato a favor de Prost após a desclassificação do brasileiro. A interferência política da FIA, sob comando de Jean-Marie Balestre, aprofundou a tensão e consolidou a imagem de Prost como antagonista no Brasil.

Em 1990, novamente em Suzuka, a colisão — desta vez provocada por Senna na primeira curva — devolveu o troco, revelando que a rivalidade estava além da pista; era psicológica, política e simbólica. Reginaldo Leme, que acompanhou tudo de perto, oferece um detalhe importante: fora do calor da disputa, Prost era cordial, técnico e profissional — muito diferente da caricatura que parte da imprensa bostileira construiu.

A passagem pela Ferrari e os bastidores impiedosos

Em 1990, Prost foi para a Ferrari com a missão de reconstrução, e chegou a disputar o título naquele ano, novamente contra Senna, ficando há apenas poucos pontos do brasileiro.

Mas a relação com a equipe italiana deteriorou-se em 1991 e, Após críticas ao carro — comparado a um caminhão, segundo rumores — foi demitido antes do fim da temporada.

O episódio ilustra uma constante na carreira de Prost: sua postura crítica e direta muitas vezes gerava atritos internos, o que resulta do fato dele nunca sido diplomático quando se tratava de desempenho. Mais uma de suas marcas registradas.

O tetra com a Williams e o encerramento no topo

Após um ano sabático, Prost retornou em 1993 pela Williams, então ainda dona do carro mais avançado do grid, embora não tão apelão como aquele monstro guiado por Nigel Mansell e Riccardo Patrese em 1992. Impondo contrato que vetava Senna como companheiro de equipe, conquistou seu quarto título mundial e encerrou a carreira no topo, o que significou um fechamento estratégico, coerente com sua trajetória.

Depois disso, o tetracampeão atuou como dono de equipe (Prost Grand Prix), dirigente na Renault/Alpine e até competidor em corridas no gelo — mostrando o vínculo do Professor com o automobilismo jamais foi rompido.

Mais que números: a redefinição do que é vencer

Alain Prost disputou 199 corridas, conquistou 51 vitórias, 106 pódios, 41 poles e 4 títulos mundiais, mas sua verdadeira contribuição vai além das estatísticas.

O Professor provou que vencer não exige espetáculo constante, mas demanda inteligência, leitura de corrida, frieza emocional e compreensão profunda do equipamento. Enquanto outros encantavam pelo instinto, Prost construiu sua grandeza pela estratégia.

Foi amado por uns, criticado por muitos (bobocas). Mas isto é inevitável.

E talvez seja exatamente isso que define uma lenda.


A extraordinária Fórmula 1 dos anos 80 e 90 foi inequivocamente feita de rivalidades intensas, decisões polêmicas e personagens inesquecíveis. Alain Prost está no centro de tudo isso, e negar isso é brigar contra a realidade.

Mas qual corrida do francês você nunca esqueceu? Suzuka? Jacarepaguá? A temporada de 1988? Converse conosco nos comentários.

Compartilhe este post com outros fãs de automobilismo e vamos relembrar juntos os grandes momentos do “Professor”.

VaLeW!

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