O que deu errado com a Super Máquina 2000
Vídeo do Coleção em Ação Show sobre o que deu errado com a Super Máquina 2000 (Knight Rider 2000), o filme de 1991 que prometeu trazer de volta uma dos maiores seriados dos anos 80, mas acabou encontrando a rejeição do público.
Adicionado a 6 de fevereiro de 2026 Super Gostosão Vídeos Descrição completaDescrição completa
Neste vídeo do Coleção em Ação Show, canal onde foi publicado originalmente em 6 de dezembro de 2023, Teily Fábio nos conta o que deu errado com a Super Máquina 2000 (Knight Rider 2000), o filme feito para televisão de 1991 que prometia trazer de volta uma das maiores séries dos anos 80 — nada menos que A Super Máquina (Knight Rider) —, mas com uma roupagem renovada para a década que tinha acabado de começar.
O longa se passa no ano 2000, quando as armas de fogo convencionais foram proibidas, e as forças policiais passaram a portar pistolas não letais de ultrassom. Além disto, mudanças no orçamento nacional resultaram na adoção da criogenia em vez do encarceramento padrão para criminosos condenados. Após o assassinato de um prefeito em San Antonio, a solução encontrada pelas autoridades é reativar o projeto Knight Rider, agora na forma do Knight 4000, um sucessor tecnológico do lendário KITT.
Para fãs da Super Máquina, Knight Rider 2000 ainda tem algum apelo, devido às várias tomadas nostálgicas que aparecem no filme (algo que acontece também em Rocky V, da mesma época). É interessante também alguns elementos em comum com o clássico O Demolidor (Demolition Man), de 1993, como a parada da criogenia e um futuro semi-cyberpunk cheio de frescura. Era para o longa dar início a uma série, o que não se concretizou. Mas o que aconteceu para o projeto não ir para frente? Vamos descobrir isso e muito mais, daquele jeitão!
A herança de uma série que deixou fãs órfãos
Criada por Glen A. Larson, A Super Máquina estreou nos Estados Unidos em 1982, pela NBC, e permaneceu no ar por quatro temporadas, totalizando 90 episódios até seu encerramento em 1986. Apesar do fim — motivado em grande parte pelos altos custos de produção —, a série deixou uma legião de fãs, tanto nos EUA quanto no resto do mundo, incluindo o Brasil.
A ponto de, ainda nos anos 80, a NBC receber uma enxurrada de cartas pedindo o retorno da dupla Michael Knight e KITT. Esse clamor popular foi o que levou a emissora a reconsiderar a franquia no início dos anos 90. Havia, porém, um impasse: David Hasselhoff já era o rosto de outro fenômeno da emissora, SOS Malibu, e não tinha disponibilidade para assumir uma nova série regular. A solução pensada foi produzir alguns telefilmes, mas a NBC resolveu apostar mais alto — e mais arriscado.
A ideia de “passar o bastão”
A emissora decidiu tratar Super Máquina 2000 como um piloto disfarçado: um longa-metragem para televisão que atualizaria o conceito da franquia e, ao mesmo tempo, prepararia o terreno para um novo seriado, com novos protagonistas.
Michael Knight retornaria, mas apenas para passar o bastão, com o foco, dali em diante, sendo o novo carro, o Knight 4000, e uma nova dupla de personagens. Essa decisão, por si só, já criou um atrito direto com o público. O que os fãs queriam ver era simples: Michael Knight e KITT juntos novamente em novas aventuras, mas o que receberam foi algo bem diferente.
O maior erro: separar Michael Knight e KITT
A partir do momento em que Michael Knight retorna à história, o filme começa a tomar decisões que parecem feitas sob medida para irritar quem acompanhou a série original. O Pontiac Firebird preto simplesmente não existe mais — foi desmontado, com suas peças vendidas. KITT, por sua vez, não retorna de forma plena: parte de sua inteligência artificial acaba implantada na policial novata Shawn McCormick, numa solução narrativa tão estranha quanto desnecessária.
Essa escolha não apenas descaracteriza o personagem, como destrói a dinâmica que sempre definiu A Super Máquina: a parceria entre homem e máquina. Em vez disso, o filme insiste em fragmentar KITT, testar carros genéricos e, por fim, apresentar um novo veículo — agora vermelho — que em nada remete ao símbolo que tornou a série famosa.
Nostalgia desperdiçada
O filme até acerta pontualmente, como o retorno de Devon Miles, vivido novamente por Edward Mulhare (1923–1997), sendo um deles. A presença do personagem reforça a ligação com os princípios originais da Fundação Knight e com a visão de Wilton Knight.
Também há momentos genuinamente nostálgicos no reencontro entre Devon e Michael, além de pequenas tiradas de humor envolvendo KITT que remetem diretamente ao espírito da série dos anos 80 e os supracitados clipes das antigas. O problema é que essas cenas funcionam quase como ilhas isoladas dentro de uma narrativa que bagunçada e que ia contra o que o público esperava.
A rejeição do público e o fim do projeto
Segundo o vídeo, a recepção nos Estados Unidos foi desastrosa. Muitos espectadores abandonaram o filme ainda durante a exibição, trocando de canal, e as mesmas cartas que antes pediam o retorno da série agora criticavam duramente o resultado final.
Ainda de acordo com Teily, a Universal acumulou um prejuízo estimado em 6,5 milhões de dólares com o projeto. Houve até uma tentativa da NBC de renegociar a produção de novos filmes, mas a exigência de bancar duas produções consecutivas acabou enterrando de vez a ideia. Assim, o plano de transformar Super Máquina 2000 em uma nova série foi engavetado antes mesmo de sair do papel.
O curioso caso do Brasil: quando a dublagem salva
Curiosamente, no Brasil o filme ganhou uma sobrevida graças à exibição constante no SBT e, principalmente, à dublagem nacional. O retorno de Júlio Chaves como Michael Knight, José Santa Cruz como Devon Miles e Isaac Bardavid como a voz de KITT ajudou a manter o charme da franquia para o público brasileiro. É triste lembrar que todas estas lendas da dublagem BR já se foram…
Enfim, aqui, Super Máquina 2000 acabou sendo lembrado mais como uma curiosidade nostálgica do que como uma decepção definitiva — algo que se deve muito mais à memória afetiva do que à qualidade do filme em si.
Um futuro que nasceu velho
No fim das contas, Super Máquina 2000 errou porque tentou ser duas coisas ao mesmo tempo: um reencontro nostálgico e um reboot disfarçado. Ao não se comprometer totalmente com nenhum dos dois caminhos, acabou desagradando quem queria reviver o passado e não convenceu quem esperava algo novo.
O resultado foi um projeto que nasceu com ambição, mas morreu sem identidade, algo muito comum quando os produtores insistem burramente em mascar cana e assobiar ao mesmo tempo, diga-se de passagem.
Chegamos ao fim de mais uma viagem no tempo no VaLeW. Vai faltar só você mesmo deixar seus pensamentos nos comentários, tipo nos contando se gostava de A Super Máquina, o que achou do filme, como pensa que ele deveria ter sido e se tem mais alguma curiosidade interessante para compartilhar conosco sobre a obra.
Também, mande o post aos seus amigos que também eram fãs de series oitentistas pra ajudar a gente e…
VaLeW!
Mais informações e nostalgia
Visão geral
- Duração: 14:53
- Categoria(s): Vídeos
- Canal: Coleção em Ação Show
- Marcador(es): Cultura pop, Curiosidades, Ficção científica, Filmes, Nostalgia, Televisão
- Postado por: Super Gostosão

